domingo, 5 de setembro de 2010

O abuso de ontem obrigou-me a pensar. Há uns anos, passei por uma fase assim. Sempre muito complicadinha, tenho fases de puro isolamento, em que, por esta ou aquela razão, me recolho em mim e me meto para dentro. Essa era uma dessas fases. Tal como agora. Nessa altura, apercebi-me que bebia mais. Nunca foi nada de especial, nunca passei a barreira do conveniente, nunca fiquei K.O., nunca fiz nada de mal, mas bebia mais. Sempre bebi só em ocasiões especiais, jantares, encontros com amigos, o normal. Mas nessas alturas em que a cabeça anda a mil, o alcóol fazia-me relaxar. E ajudava-me a descontrair e a ficar mais à vontade. E um copo trazia mais um. Hoje em dia, anda a acontecer o mesmo. Uma cerveja ao fim da tarde. Uns copos de vinho quando o jantar é melhorzito. Ontem. Quando me apercebi disso, há uns 12 anos, parei de beber durante uns meses valentes. Lembro-me exactamente do momento em que tomei essa decisão. Super tonta, encostada a um muro a olhar para o campo ao final da tarde, na quinta de uns amigos onde tinha ido passar o dia de aniversário de alguém. E a chorar. Por nada, só porque me apercebi que não estava bem. Tomei essa e uma outra decisão. Só levei a cabo a 1ª, mas a vida é assim. Parece-me que desta vez vai ter de ser assim outra vez. Um corte radical.

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