Desde o último negativo, e face ao inferno que passei, física e psicológicamente, decidi que este ano não ia fazer mais tratamento nenhum. Com tudo o resto que se passa, não aguentaria outro negativo. Nesse aspecto sinto-me cada vez com menos forças. E agora ligaram-me, ao fim de quase 4 anos, do HSM, para dar início a um tratamento. AO FIM DE QUASE 4 ANOS! Enfim, acho que é sempre assim.
Como dizer que não quero agora, quando isso significa tentar mais uma vez sem ter de gastar perto de €6.000,00? Nem pensar, eu sei. Mas o que se passa é que não me consigo ver naquele ambiente a viver aqueles dois meses de absoluta angústia. Se já é tão difícil em ambientes simpáticos,em que nos tratam decentemente, com tempo e cuidado (também, é o mínimo, pelo que se paga no privado), nem consigo imaginar como será no público. As simples consultas a que temos ido nestes anos, para "marcar o ponto", dão-me uma amostra do que vai ser. Talvez sejam o melhor que consigam, mas simplesmente, não chega. O sítio é deplorável, os materiais metem nojo, cada vez que vou lá querem fazer-me um exame ginecológico de rotina e recuso sempre, aceitei da primeira vez e tive de me passar, para exigir que mudassem o papel que cobria a marquesa e para que fechassem o pano à volta da mesma. O conforto das pessoas é-lhes totalmente irrelevante. E ver uma enfermeira a despejar um saco cheio de instrumentos médicos, espéculos e outros, que acredito estarem desinfectados, num recipiente de plástico e separá-los em tabuleiros, com as mãos desprotegidas, sem luvas. Pode ser mania, mas, principalmente nestes casos, em que o factor psicológico é, comprovadamente, tão importante como o físico, não poderia ser assim. E assim se dá início a uma nova fase. Como sempre, das não boas. Vamos ver como corre. A consulta é no fim de Setembro, vamos ver como é até lá e como vai ser depois. A ironia total seria dar certo dessa vez. Já que o milagre será dar certo alguma vez.
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